E ai galera! Hoje nas minhas pesquisas diárias trombei com muita coisa interessante (para não dizer chocante) na web. Como um blog é um espaço para se aprender e refletir, resolvi dividir minha pesquisas com vocês.
Aqui nós tentamos postar novidades, campanhas, inovações e avanços relacionados ao nosso convívio com o meio que nos cerca. Além é claro de tentar esclarecer algumas dúvidas, polêmicas e outras questões ambientais. Quem já não agüenta mais escutar sobre o aquecimento global e não entender como e porque ele acontece sabe bem do que estou falando! Na Trilha da Ilha acreditamos que para se respeitar, devemos conhecer, só assim podemos agir. Afinal, é impossível encontrar motivação para agir a favor de algo que não acreditamos, certo? Aí é que vem a importância de se ver, e compreender o mundo, e que fuzuê todo é esse que se faz quando tratamos do assunto meio ambiente.
É pensando nisso que eu gostaria de dividir com vocês hoje, diferentes olhares do mesmo mundo que dividimos!
Chris Jordan tem uma visão do mundo e divide ela através de trabalhos que muitas vezes causam polêmica. Através de fotografias ele mostra o que nos escapa aos olhos, mas saiu de nossas mãos. Todos têm diferentes opiniões sobre a questão do consumismo exagerado. Ai vão alguns olhares de Chris Jordan.
 (Bitucas de cigarro, 2005)  (Celulares, Atlanta 2005) (Carros, Tacoma 2004) (Tanque de diesel, Seattle 2004) (Fragmentos de aço,Tacoma 2004 ) (Garrafas plásticas em três distâncias diferentes, só nos EUA são consumidas em média 2 milhões de garrafas a cada 5 minutos) Um trabalho recente dele foi a coleção de imagens The Great Pacific Garbage Patch. Jordan visitou o que aqui já chamamos de lixão Pacífico. As fotos são de albatrozes que se alimentavam na região faleceram devido a quantidade de peças plásticas que eles ingeriram. Vamos deixar que as imagens falem por si.




As imagens são chocantes... Bom, pelo menos eu fiquei chocada! Para quem estiver interessado em entender um pouco mais sobre o problema é só seguir lendo o post!! (hehe, sei que é grandinho, mas como o problema é gigantesco, normal eu estender um pouquinho) Então, sigam-me os bons!
Vou contar uma história... Era uma vez um filho de gente que fez muito dinheiro através da exploração de petróleo. Vamos chamá-lo de Charles... Charles Moore, acho que é um bom nome. Em um tempo muito, muito distante (1997), nosso protagonista estava em mais uma competição de iatismo das tantas que participava. Saindo de Los Angeles, seu objetivo era chegar no Havaí.
Como o nosso amigo é malandro, resolveu cortar caminho por uma rota evitada pelos navegadores. Sei que não é prudente mas essa é minha história, então vamos continuar... A rota que ele seguiu era chamada de Giro do Pacífico Norte. Se tratava de uma região sem ilhas onde as águas do Pacífico se movimentam lentamente de forma circular, no sentido horário, por conta de ventos escassos e fortes sistemas de alta pressão. Sentiram o clima do lugar? Sinistro hein? Continuando nossa história. Ao navegar por essa rota nosso querido Charles se deparou com algo que ele nunca imaginou poder encontrar, um mar de lixo... sem exagero, um mar de lixo!!! Por dias ele navegou naquele lugar inacreditável, ele não conseguia se conformar com tamanha sujeira... Com o passar do tempo, ele pôde concluir visualmente que a maioria daquele entulho era composta por plástico... Até que faz sentido tudo isso ali... Ele começou a pensar que tinha uma lógica, afinal, onde achávamos que ia parar o nosso lixo?
A experiência marcou tanto o nosso protagonista que não deu outra. Ele vendeu toda a sua participação acionária da empresa de petróleo e se tornou um ambientalista. Que tal essa história? Ninguém largaria uma fortuna para viver de acordo com seus ideais, certo? Imagina sair da mamata para seguir sua ética pessoal... Acontece que nosso amigo Charles realmente largou e a história é a mais pura realidade. O oceanógrafo Charles Moore é hoje um dos principais divulgadores e pesquisadores que trabalham no lixão do Pacífico. E acreditem, ele tem muita informação interessante para passar.
O problema é bem maior do que pensamos, do tamanho de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e Goiás pra ser mais exata, essa é a estimativa da dimensão do lixão do Pacífico. Ele fica entre Havaí e Califórnia, e não para de crescer. A estimativa é de que dobre de tamanho até a próxima década. Vocês podem dar uma relembrada pelo nosso antigo post com um vídeo sobre o assunto.
Estima-se que 90% do lixo acumulado nessa área seja composto de plástico. Antes se pensava que todo o lixo que chegava ao mar iria se decompor rapidamente, mas com os plástico modernos a história não é bem assim. Demora pra caramba. Desse lixo todo, ao contrario do que se pensa, cerca de 20% dos componentes desses depósitos são atirados ao mar por navios ou plataformas petrolíferas. O restante vem mesmo da terra firme.  O entulho plástico despejado pelo homem nos mares mata a cada ano mais de um milhão de pássaros e cem mil mamíferos marinhos, e sua entrada na cadeia alimentar representa risco para a saúde humana.
 As conseqüências são diversas e graves. E não estamos falando de algo que pode vir a acontecer... Já está acontecendo, e só vai piorar.
Pra quem se vira no inglês vale a pena dar uma olhada nesse vídeo em que Charles Moor ministra uma palestra sobre o assunto, dá pra pegar muita coisa boa.
Na minha opinião, uma das melhores colocações dele nesse vídeo foi a seguinte:
“O maior problema do lixo não é (só) onde ele está. É quanto e por que produzimos tanto lixo. É a throw-away culture, é a sociedade do descartável. O melhor jeito de despoluir o Pacífico é, bottom line, produzir menos lixo.”
Aproveito também para passar um link sobre essa questão. Pra quem quiser se aprofundar mais e dominar o assunto, vale a pena seguir com essa pesquisa.
Esse é um problema criado pelo nosso culto ao consumo, ao descartável... O ser humano é o único ser vivo do planeta que possui a capacidade de produzir lixo, devemos aprender a usar essa capacidade de maneira a não agredir o meio em que vivemos como fazemos a décadas. É chegado o momento de repensarmos nossos hábitos. Porque meus queridos, é chato admitir, mas é verdade... fazemos parte disso sim, contribuímos todos os dias. A culpa não é das grandes fábricas, elas apenas atendem a demanda do consumidor, e nesse momento, estamos consumindo muito!
Estamos passando por um momento onde todos estão começando a abrir os olhos, aos pouquinhos vamos entendendo porque esses eco-chatos são tão chatos, simplesmente porque é chato encarar a realidade. E a realidade é que não dá mais pra levar a situação como estamos levando. Vivemos agora um momento histórico, em que líderes mundiais se encontram em Copenhague para discutir o futuro da nossa casa. Vamos torcer para que esse encontro não seja lembrado apenas como mais um show e que todos realmente cumpram as metas estabelecidas. Porque o que tá faltando é acreditar que podemos mudar. Crescemos escutando que quando temos problemas, devemos encará-los de frente, nunca fugir. Pois bem, aí esta um baita problemão... e aí... vai fugir?
Valeu pela companhia em meus devaneios, espero que tenha acrescentado em algo positivo para todos! Desejo a todos uma boa semana! Lú
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