| FOTOS
DO TREKKING |
| 08-05-2009 CEMJ T.6A & 6B |
| 24-11-2009 EIC T.73 |
| 25-11-2009 EIC T.71 & 72 |
Começamos em frente ao Hotel Costão
do Santinho, que por ter se instalado em uma área de preservação
necessitou para que seu funcionamento fosse liberado, realiasse uma medida
compensatória de proteção, tranformando a área
que corresponde ao morro das Aranhas e seu entôrno em área
de preservação.
Após alguns alongamentos e instruções de como se comportar
na trilha para minimizar o impacto ambiental e melhorar a segurança,
entramos na trilha e com uma curta caminhada chegamos à uma lagoinha
possibilitando a observação desta bacia de captação.
Nesta primeira palestra fazemos uma chamada à nossa consciência
lembrando que somos seres vivos neste planeta como qualquer outro animal,
necessitando água, comida e ar para nossa sobrevivência. A
necessidade de água é comentada falando-se de problemas mundiais,
com a possibilidade de que alguns países entrem em guerra por falta
de água, a impossibilidade de vida em outros planetas por falta de
água e por consequëncia falta de oxigênio.
A caminhada continua rumo às dunas onde faremos um lanche rápido.
A caminhada nas dunas é pesada e nos faz pensar como é andar
e viver no deserto, as dunas possuem uma formação paralela
a direção dos ventos e seu deslocamento é rápido
e contínuo o que podemos observar em dias de vento forte. A areia
é formada a partir da decomposição das rochas estes
pequenos fragmentos na área de arrebentação das ondas
se mantém em suspensão e quando a onda chega na praia sobe
até um máximo, quando está sem energia(movimento) e
retôrna. Neste momento ocorre a deposição dos grãos
mais finos pois a onda não tem mais energia para carregá-los.
Nas dunas podemos observar uma vegetação típica de
restinga que fixa parte das dunas formando o que é chamado de duna
fóssil, que em diversos locais de nosso litotal guarda os restos
da vida indígena que ali existia.
Nossa caminhada agora segue para o reflorestamento de pinus do Rio Vermelho,
onde faremos nosso almoço, protegidos do sol e do vento. Os pinus
são arvores exóticas (de outro país) que possuem crescimento
rápido e conseguem viver no solo pobre, sem estrutura e com pouca
água. Esta árvore serve para a produção de celulose,
madeira para móveis e para utilização na construção
civil também pode produzir breu e terebintina o primeiro utilizado
para dar aderência nas tintas e o segundo um tipo de solvente vegetal,
evitando desta forma que muitas árvores nativas sejam derrubadas.
Por outro lado, um pássaro que faz uma viagem da Barra da Lagoa até
o morro das aranhas, área abrangida pelo reflorestamento, não
encontra frutos para se alimentar. Podemos então concluir que o reflorestamento
de pinus pode trazer benefícios ao homem mas possue um desequilibrio
ambiental.
No início da tarde chegamos à beira da praia onde poderemos
ver a grande quantidade de lixo depositado na areia, é lixo trazido
pelas correntes e depositado pelas ondas na praia, faremos uma palestra
sobre a origem dos materiais, sua reciclagem e nossa participação
no processo de proteção dos recursos naturais.
Agora vamos para o que consideramos, o visual mais bonito desta trilha,
contornando o Morro das Aranhas pelo costão podemos observar a Praia
do Moçambique, Barra da Lagoa, Reflorestamento do Rio Vermelho, Dunas,
o Oceano Atlântico e a Ilha das Aranhas. A caminhada é bonita
e exige um pouco de preparo físico para vencermos esta última
etapa.
Na chegada à praia do Santinho, faremos uma explanação
sobre a importância da educação e a valorização
da natureza como atração turística. Onde as leis de
pouco valem se não houver a conciência da população
para a preservação da natureza, é melhor ensinar do
que fiscalizar, é melhor termos escolas do que delegacias e penitenciárias,
é melhor termos professores do que policiais, é melhor a proteção
da vida do que a autodestruição do planeta.